quarta-feira, 23 de setembro de 2009


O Banquinho e o violão sempre foram o símbolo da bossa.Basta um violão e um banquinho para se fazer um som Bossa Nova, técnica utilizada nos pockets shows realizados nas Boites de Copacabana e zona sul carioca da época.

O MARTINI E A BOSSA NOVA: A Taça de Martini é um dos símbolos da bossa nova.Juntamente com a inovação musical surgiram também novos drinks, para alegria dos bicudos de plantão.

Praia de Copacabana - Berço da Bossa

A palavra "bossa" apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba de Noel Rosa: O samba, a prontidão/e outras bossas/são nossas coisas(...). Alguns criticos musicais destacam influência da cultura america do Pós-Guerra, combinada ao impressionismo eurodito, Debussy e Ravel, teve na bossa nova, do cool jazz e bebop e do inconformismo com o formado musical de época. Os cantores Dick Farney e Lucio Alves, com o estilo suave e minima lista (em oposição a cantores de grande potência sonora) foram influênciadores do movimento.

O movimento iniciou-se na década de 1950, em reuniões casuais de musicos de classe média carioca, em aparmento da zona sul, como de Nara Leão, na Avenida Atlantica, em Copacabana. Nestes encontros reuniam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Sergio Ricardo, Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli, entre outros.

DECRETO DO DIA NACIONAL DA BOSSA NOVA
LEI Nº 11.926, DE 17 DE ABRIL DE 2009

Institui o dia 25 de janeiro como o dia nacional da Bossa Nova.

O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Artigo 1º: Fica instituido o Dia Nacional da Bossa Nova, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 25 de janeiro.

Artigo 2º: Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 17 de abril de 2009; 188º da Independência e 121º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Bossa Nova Onde, quando e como tudo começou?

A bossa nova é um movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950de 1960 na capital fluminense. De início, o termo era apenas relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época. Anos depois, Bossa Nova se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associado a João Gilberto, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá.
e início da

A palavra 'bossa' era um termo da gíria carioca que, no fim dos anos cinqüenta , significava 'jeito', 'maneira', 'modo'. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que esse alguém tinha 'bossa'. E a expressão 'Bossa Nova' surgiu em oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo. O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958,quando João Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, 'Chega de Saudade', posteriormente gravada por Eliseth Cardoso, no disco 'Canção do amor demais'. Em 1956, ninguém falava em Bossa Nova, mas o apartamento onde morava Nara Leão, no Edifício Palácio Champs Elysée, em frente ao Posto 4, já era ponto de reunião dos rapazes bronzeados de Copacabana: Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli e outros. Não se compunham músicas ali. Ouviam-se. E trocavam idéias.

“Veja como bate engraçado o meu coração, assim...

É realmente sincopado, vem ouvir aqui... “

Mas se fizermos uma análise mais aprofundada, veremos que não é somente a originalidade rítmica a responsável pela definição da Bossa Nova como movimento estético. O que é, então, que caracteriza este estilo? Quais são os traços que o distinguem de qualquer outro? São questões que procuraremos responder ao longo deste trabalho.

A Bossa Nova incorpora diversos aspectos da linguagem do jazz, especialmente do be-bop (de concepção mais elaborada do que o jazz tradicional) e do cool jazz (cujos intérpretes eram músicos que tinham conhecimento técnico apurado, e que usavam um estilo contido e anticontrastante nas suas performances). Não por acaso, Rui Castro [1] começa a contar a história da Bossa Nova a partir da fundação do Sinatra-Farney Fã-Clube em 1949. Foi lá que muitos nomes hoje consagrados (incluindo Johnny Alf, João Donato, Paulo Moura e Doris Monteiro, entre outros) começaram a se reunir para ouvir e tocar num estilo “moderno” que viria a constituir o movimento da Bossa Nova.

Mais de meio século depois, consagrada internacionalmente, tendo superado todas as discussões entre apreciadores entusiasmados e críticos ferozes, a Bossa Nova conquistou a sua identidade, e hoje pode ser considerada um símbolo nacional brasileiro. Garota de Ipanema, de Tom e Vinícius, e Wave, de Tom Jobim, estão entre as músicas mais gravadas em todo o mundo; a música brasileira deixou de ser uma curiosidade exótica e passou a integrar o repertório dos músicos e dos ouvintes mais sofisticadas no mundo inteiro.

“A Bossa Nova, forma de expressão musical que se popularizou em meio a grandes polêmicas, adquiriu muito rapidamente sua estabilidade e maturidade de propósitos, com base numa militância anônima inicial, até a grande produção e consumo da fase profissinal posterior, quando se transformou num produto brasileiro de exportação dos mais refinados e requisitados no exterior.”

Música Brasileira

A Bossa Nova revolucionou a música brasileira, o que um grupo de jovens achava superado, velho, na música Brasileira? "Tudo", dizia a mocidade bronzeada de Copacabana.
Compositores instrumentistas e cantores intelectualizados, amantes de jazz americano e da música inédita, tiveram participação efetiva no surgimento do gênero, que conseguiu unir a alegria do ritmo brasileiro, os sofisticados hormonicos do jazz americano.
E Bossa Nova é a batida diferente do violão, poesia diferente das letras, cantores diferentes dos mestres, que só contribuiu para a evolução da Bossa Nova.
A Bossa Nova não seria melhor nem pior. Seria completamente diferente de Tudo, mais refinada, mais alegre, otimista. Com certeza diferente.

Curiosidades da MPB - Bossa Nova

O primeiro show profissional da turma inicial da Bossa Nova foi no Clube Universitário Hebraico do Brasil, no Flamengo, no Rio de Janeiro. No palco, Menescal, Lyra, Sylvinha Telles, Normando Santos, Luizinho Eça, Bebeto e Bôscoli. Na entrada, num quadro negro, lia-se: "Hoje, Sylvinha Telles e um grupo bossa nova". A secretária do clube colocou o termo "bossa nova" porque não sabia o nome do conjunto que iria tocar. Até então a expressão "bossa" já havia sido utilizada por outros músicos, como Noel Rosa, em 1932, para designar aquilo que era novo, diferente. E assim ficou. Trêmulos, aqueles moços e moças, exceto Sylvinha Telles, subiam a um palco pela primeira vez na vida, apresentando uma estranha combinação de jazz e samba.

A pré-bossa:
Antes da estréia do disco Canção do Amor Demais, em 1958, a Bossa Nova já dava seus primeiros passos na capital carioca. Artistas como Dick Farney, Johnny Alf, João Donato e Billy Blanco sedimentaram terreno e inspiraram nomes como Tom Jobim, e João Gilberto. Em 1948 foi fundado no Rio de Janeiro, o fã-clube Sinatra-Farney, por admiradores do jazz americano. Uma de suas componentes era a que viria a ser a cantora Nara Leão. Dick Farney tocou em orquestras de jazz e música popular, chegando a ser uma das principais atrações do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. Também se especializou no repertório norte-americano até lançar a canção Copacabana, de João de Barro e Alberto Ribeiro, em 1946. Ainda nos anos 40, esteve nos Estados Unidos, onde se apresentou com Nat King Cole, Davis Brubeck e Bill Evans, e fez apresentações na rádio NBC durante dois meses. Farney foi o primeiro cantor a gravar o sucesso mundial Tenderly (Walter Gross).

Instrumentos

Em 1968, Augusto de Campos reuniu no livro Balanço da bossa:
O período inicial da bossa nova, em que, de fato, sob a batida de João Gilberto como principalmente com relação à famosa "batida" que ele inventou no violão e a sua maneira de cantar à meia voz.
Carlos Lyra também se refere às músicas Mexicanas, como os boleros de Agustín Lara, que seriam referências importantes para ele e os seus companheiros de geração. E vê de maneira carinhosa o repertório anterior de boleros - canções, que domina de "boleros brasileiros", Schoenber e Prokofiev. Por razões de sobre vivência, trabalhou, no início da década de 50, como pianista.
Na condição de professor de piano de Tom Jobim, chama particularmente a atenção. Na trajetória artística de Tom Jobim, a sua tendência a dar continuidade, dentro do campo popular, a uma tradição músical que, se não foi inaugurada, pelo menos foi muito marcada pelo modernismo nacionalista de Villa-Lobos.